Cabanha A Tala O berço da raça Angus é a Escócia e seu nome foi tomado dos condados onde começou o seu desenvolvimento: Aberdeen e Angus. A história registra a existência dos "vacuns mochos pretos", no condado de Angus, antes do século XVI e sua origem é tão remota que não é possível precisar como e quando apareceram. Já naquela época tornaram-se famosos pela excelente qualidade de carne, rapidez de engorde e singular rusticidade. No início do século XVII, quando a Escócia foi anexada à Inglaterra, iniciou-se um ativo comércio de gado entre os dois países.
Os animais preferidos no sul da Ilha eram os pretos, o que induziu os criadores a aumentarem as invernadas desses mochos, eliminando os animais aspados. A seleção para o aperfeiçoamento do Angus começou em torno de 1800, com o criador Hugh Watson of Keillor. A partir de sua Cabanha, Keillor projetou a raça, utilizando como critério de seleção as características de precocidade e produção de carne. A "raça da vaca mãe", como hoje é popularmente conhecida por sua grande habilidade materna, tem seus principais centros criatórios estabelecidos nos Estados Unidos da América, Canadá, Argentina, Austrália, Inglaterra e Nova Zelândia, estando, porém, espalhada por todo o mundo.
O Angus tem como características fundamentais a rusticidade, a precocidade, a fertilidade e a qualidade da carne. Portanto, você tem diante de si tudo o que é importante na moderna pecuária de corte: a raça Angus.O primeiro reprodutor Aberdeen Angus a entrar no Brasil foi o touro Menelik, em 1906, da criação de Felix Buxareo y Oribe, do Uruguai. O touro foi importado por Leonardo Collares Sobrinho, de Bagé, município situado na Fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Oito anos depois, o Visconde Ribeiro Magalhães importou cinco matrizes da Inglaterra, sendo ele também a registrar o primeiro produto nacional. Influenciada pelo desenvolvimento atingido nos países do Prata, a raça Angus se expandiu rapidamente no Rio Grande do Sul, como demonstram os registros PO e PPC, e o sucesso da comercialização de reprodutores machos e fêmeas. Atualmente é acentuado o crescimento do Angus em vários Estados brasileiros. Há grande procura de reprodutores Angus para formação de plantéis PO, para rebanhos puros por cruzamento, bem como para cruzamentos com outras raças. Nestes cruzamentos, como por exemplo Angus x Nelore, publicações especializadas de todo o mundo estimulam e apregoam o uso do Angus, por ser uma raça de predicados ímpares: fertilidade, longevidade, precocidade, rusticidade, facilidade de parto e, em especial, qualidade de carne.
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